
O CIATox-BA, denominado de Centro de Informações Antiveneno - CIAVE até novembro de 2019, atua na orientação, diagnóstico, terapêutica e assistência presencial de pacientes intoxicados, além de realizar atendimentos às pessoas com risco para tentativas de suicídio,análises toxicológicas de urgência, identificação de animais peçonhentos e plantas venenosas, manutenção e distribuição de antídotos e de soros antipeçonhentos para todo o estado. Contato: (71) 3103-4343.
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Pesquisadores brasileiros e estrangeiros avaliam aditivos do tabaco
Um grupo de pesquisadores de renome irá avaliar 121 substâncias que atualmente são permitidas como aditivos do tabaco. A definição do grupo está publicada na edição do dia 26/12 do Diário Oficial da União. O grupo reúne oito pesquisadores, sendo cinco de universidades brasileiras e três de centros estrangeiros.
Os especialistas irão avaliar os aditivos listados na Instrução Normativa 06/2013 e que a indústria do fumo alega serem essenciais para o processo de fabricação dos seus produtos. O grupo vai produzir um relatório sobre a utilização do aditivos e que deve auxiliar na definição das alegações reconhecidas de cada uma das substâncias.
O prazo de funcionamento do grupo de trabalho será de oito meses.
Conheça os membros:
1. Carlos Gil Moreira Ferreira - Instituto Nacional do Câncer
2. Dâmaris Silveira - Universidade de Brasília
3. Dorothy K. Hatsukami - Universidade de Minnesota (Estados Unidos da América)
4. Francisco Roma Paumgartten - Fundação Oswaldo Cruz
5. Geoffrey T. Fong - Universidade de Waterloo (Estados Unidos da América)
6. Maria Beatriz de Abreu Glória - Universidade Federal de Minas Gerais
7. Maria Cecilia de Figueiredo Toledo – Universidade Estadual de Campinas
8. Reinskje Talhout - Instituto Nacional para Saúde Pública e Meio Ambiente da Holanda
Histórico
Em agosto de 2013 a Anvisa avaliou um questionamento da indústria do tabaco para que aditivos específicos fossem autorizados no país, sob a alegação de que são essenciais ao processo produtivo. Naquele momento a Agência decidiu que as 121 substâncias poderiam se utilizadas em caráter excepcional pelo prazo de 12 meses. Também ficou decidido que um grupo de especialistas avaliaria as substâncias dentro deste período para que a Anvisa possa tomar uma decisão final sobre o tema.
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
Eventos de massa terão norma para serviço de saúde ao público
O
funcionamento de serviços de saúde em eventos de massa será regulamentado pela
Anvisa. A Agência publicou nesta quinta-feira (26/12) uma proposta de norma que
define requisitos mínimos para o atendimento ao público em eventos de grandes
proporções.
O
trabalho surgiu como uma necessidade diante dos grandes eventos previstos para
o país nos próximos três anos, mas será um legado para todos os demais eventos
realizados no Brasil. Entre as experiências utilizadas na elaboração do texto
estão os trabalhos das vigilâncias locais e da Anvisa durante o carnaval do
Recife, Copa das Confederações, Jornada Mundial da Juventude e o Rock in Rio,
realizados neste ano.
Segundo
o diretor presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, a norma vai atender a
diversidade de públicos de cada situação. “Os eventos têm características
específicas e por isso o serviço de saúde precisa ser adequado à natureza do
evento, queremos uma norma que dê o respaldo para as autoridades locais
trabalharem com a realidade de cada situação”, explica Barbano.
De
acordo com o texto da Consulta Pública (CP) 58/13, os organizadores deverão
providenciar com 120 dias de antecedência do evento todas as informações
relativas ao atendimento de emergência. Isso inclui a indicação do perfil e
estimativa do público, mapa do local do evento e das áreas de atendimento
médico, descrição dos procedimentos de atendimento e encaminhamento aos
hospitais, entre outras exigências.
A norma
permite que o serviço de saúde seja terceirizado, mas exige um contrato formal
entre o organizador do evento e o prestador do serviço.
Todas
estas informação serão utilizadas para que a Anvisa e as autoridades locais
avaliem se a estrutura de urgência e emergência está compatível com o
tipo do evento e o público esperado.
Segundo
Dirceu Barbano, a experiência com eventos acompanhados pela Anvisa nos últimos
12 meses mostrou que o atendimento de saúde precisa ser planejado com
antecedência para garantir que o público tenha a assistência de urgência e
emergência necessária.
Como
participar
O prazo
para participação da Consulta Pública 58/13 começa na próxima quinta-feira
(2/1) e ficará aberto por 30 dias. Qualquer cidadão ou instituição pode mandar
sugestões. As contribuições podem ser enviadas por formulário eletrônico ou por
carta.
Fonte: Anvisa.
Fonte: Anvisa.
Peritos russos descartam envenenamento de Yasser Arafat
Os peritos russos encarregados
de analisar amostras do corpo do líder palestino Yasser Arafat excluíram a
hipótese de ele ter sido envenenado e concluíram que a morte foi natural,
informou nesta quinta-feira (26) o chefe da equipe. “Concluímos todas as análises.
A pessoa teve morte natural e não por radiação”, disse Vladimir Uiba, chefe da
Agência Federal de Análises Biológicas da Rússia, em entrevista coletiva.
O
corpo de Arafat, que morreu em 2004, foi exumado em 2012 e cerca de 60 amostras
foram distribuídas a três equipes de peritos – uma russa, uma suíça e uma
francesa – a pedido da viúva Suha Arafat. O grupo francês também descartou a
hipótese de envenenamento, mas a equipe suíça detectou altos níveis de polônio
210, substância altamente radioativa, nas amostras analisadas.
Vladimir
Uiba disse à imprensa que a sua agência não recebeu qualquer pedido para
repetir os exames: “Concluímos a avaliação e todos concordaram. Além disso, os
suíços retiraram as suas conclusões e os franceses confirmaram as nossas”,
acrescentou.
O
embaixador da Palestina em Moscou, Faed Mustafa, informou que, apesar das
conclusões dos peritos russos, as autoridades do país não vão encerrar a
investigação sobre a morte de Arafat. “Só posso dizer que já foi decidido
continuar” a investigação, disse Mustafa. “Respeitamos a posição deles,
valorizamos muito o seu trabalho, mas decidimos continuar a trabalhar”,
acrescentou.
Arafat
começou a ter problemas gastrointestinais em 12 de outubro de 2004 e, depois de
uma série de complicações, foi transferido da Cisjordânia para um hospital
militar de Paris, onde morreu em 11 de novembro. À época, o corpo não foi
autopsiado a pedido da viúva, Suha Arafat. Em julho de 2012, no entanto, ela
apresentou à Justiça francesa uma queixa contra desconhecidos, depois da
descoberta de níveis anormais de polônio, uma substância radioativa altamente
tóxica, nos objetos pessoais do marido.
sábado, 21 de dezembro de 2013
Ciave promove confraternização natalina
O Centro
Antiveneno da Bahia (Ciave) realizou nessa quinta-feira (19/12), a confraternização de Natal com os servidores,
estagiários e colaboradores. Num clima de muita descontração, o diretor
em exercício Jucelino Nery saudou os presentes e ressaltou a relevância daquele
momento, oportunidade de reflexão e congraçamento. Além da comemoração dos aniversários do mês, foram exibidos vídeos de
motivação, seguidos de brincadeiras e trocas de presente.
Fonte: Ciave.
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Maconha intoxica cada vez mais cães nos EUA
Com
cada vez mais estados onde o uso da maconha é permitida para fins medicinais,
os Estados Unidos começam a enfrentar um problema bastante incomum até os dias
de hoje: a intoxicação de cães pelo uso da droga.
Embora o uso e a venda da planta para uso terapêutico
ainda seja proibido em grande parte do país, já é possível comprar a droga com
a receita de um médico em locais como Califórnia, Colorado e Washington, sendo
que os dois primeiros Estados citados são, justamente, os que mais registram
casos de cachorros atendidos por complicações
relacionadas ao uso da erva.
Segundo os
médicos veterinários destas regiões, a maioria dos acidentes ocorre em função
do descuido dos donos dos pets; que deixam biscoitos com a droga ou mesmo a
própria planta em locais aos quais seus cães têm acesso, facilitando a ingestão
acidental e provocando uma série de sintomas típicos de intoxicação que, se não
tratados, podem, inclusive, levar o animal à
morte.
De
acordo com uma pesquisa realizada pela Veterinary
Emergency and Critical Care – publicação americana especializada na saúde
animal – o registro de casos do tipo cresceu cerca de quatro vezes entre 2005 e
2010 no Colorado; sendo que, ao longo dos últimos anos, profissionais
veterinários da região afirmam que há um paralelo claro entre o número de
intoxicações de cães e a quantidade de novos pontos que disponibilizam a
maconha medicinal.
Entre os
principais sinais apresentados pelos cães que comem a maconha, se destacam
tremores, problemas de coordenação motora, vômitos, apatia, incontinência
urinária, alteração dos batimentos cardíacos e pupilas dilatadas, entre outros.
Contando com
uma taxa de mortalidade bastante pequena, a recomendação para tratar os casos
de intoxicação de cães pela erva é a de deixar o animal em algum local com
pouca luz até que os efeitos cessem. No entanto, casos mais graves e de
ingestão muito grande da planta devem ser acompanhados por um profissional para
garantir a saúde do pet.
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Cientistas brasileiros isolam neurotoxina da carambola
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Foto: Wikipedia |
Cientistas brasileiros conseguiram isolar e caracterizar uma
neurotoxina presente na carambola, que atua no sistema nervoso quando não
filtrada pelo rim. A neurotoxina recebeu o nome de caramboxina.
O trabalho, que mereceu a capa da revista
científica Angewandte Chemie International, foi publicado por pesquisadores da Faculdade de Medicina e
da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, ambas da USP.
"Se uma pessoa sadia ingere a carambola,
a toxina é absorvida pela digestão, filtrada pelo rim e eliminada na urina. Mas
em pacientes com problemas renais, como o funcionamento do rim está
comprometido, a toxina, que é um aminoácido modificado, cai na corrente
sanguínea," explica o professor Norberto Peporine Lopes.
Se chegar à corrente sanguínea, a caramboxina
liga-se a receptores do sistema nervoso central "e inicia uma sequência de
eventos que incluem soluços, confusão mental, agitação psicomotora, convulsões
e até a morte", explica Norberto.
Segundo o pesquisador, mesmo pessoas sem
histórico de problemas renais devem consumir a fruta moderadamente, já que a
carambola possui também ácido oxálico, que pode causar cálculos renais.
A eventual intoxicação com a carambola é
tratada com bastante sucesso com hemodiálise se o diagnóstico for precoce.
Quanto à neurotoxina caramboxina, sua
concentração na fruta é bastante baixa. Para conseguir 0,3 miligrama da
substância foram necessários 20 quilos de carambolas, colhidas de árvores que
não passaram por tratamentos com pesticidas.
Os pesquisadores também confirmaram que a
neurotoxina sofre degradação quando misturada e conservada por um longo período
em água.
Fonte: Diário da Saúde. Leia mais.
Pesquisa diz que solvente na gasolina causa perdas visuais em frentistas
Os frentistas de postos de
combustível podem estar com a visão em risco pela exposição aos solventes
existentes na gasolina. Uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP)
observou perdas visuais significativas – principalmente relacionadas à
capacidade de discriminar cores – em um grupo de 25 trabalhadores. Eles foram
avaliados por meio de uma nova metodologia capaz de detectar problemas que
passam despercebidos em exames oftalmológicos convencionais.
O estudo foi realizado no âmbito de um Projeto Temático coordenado
pela professora Dora Selma Fix Ventura, do Instituto de Psicologia da USP.
“Avaliamos a capacidade de discriminar cores e contrastes e
fazemos medidas de campo visual por meio de testes psicofísicos
computadorizados. A atividade elétrica da retina também é medida com um exame
não invasivo, o eletrorretinograma, que consiste na colocação de um eletrodo no
olho para medir a resposta elétrica da retina a um determinado estímulo
visual”, contou.
Os testes também já foram aplicados em pacientes que sofreram
exposição ao mercúrio e em portadores de doenças como diabetes, glaucoma,
Parkinson, esclerose múltipla, autismo, distrofia muscular de Duchenne e
neuropatia óptica hereditária de Leber – uma patologia genética que costuma
causar perda súbita de visão.
A pesquisa com o grupo de frentistas da capital foi realizada
durante o mestrado de Thiago Leiros Costa, bolsista da Fundação de Apoio à
Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e os resultados foram publicados na
revista PLoS One.
“Esses trabalhadores têm contato diário com solventes da gasolina,
como benzeno, tolueno e xileno, e não há um controle normativo forte. Há
estudos que estabelecem limites de segurança para a exposição a solventes, mas
de forma isolada. Não há parâmetros de segurança para a exposição à mistura de
substâncias presentes na gasolina e praticamente ninguém faz uso de
equipamentos de proteção individual”, disse Costa.
Experimento
Os voluntários passaram por exames oftalmológicos que descartaram
qualquer alteração estrutural na córnea, no cristalino ou no fundo do olho.
Ainda assim, o desempenho dos frentistas nos testes psicofísicos foi
significativamente inferior quando comparado ao do grupo controle. A hipótese
dos pesquisadores é que o impacto na visão seja decorrente do dano neurológico
causado pelas substâncias tóxicas do combustível, absorvidas principalmente
pelas mucosas da boca e do nariz.
“Encontramos alterações em todos os testes de visão de cores e de
contrastes. Foi uma perda difusa de sensibilidade visual e isso sugere que
foram afetados diferentes níveis de processamento do córtex visual”, explicou
Costa.
Em quatro dos frentistas testados, a perda de sensibilidade para
cores foi tão significativa que os pesquisadores precisaram realizar um exame
genético para descartar a possibilidade de daltonismo congênito.
“Todos os voluntários trabalhavam em postos controlados pela
Agência Nacional de Petróleo (ANP) e, em princípio, deveriam estar de acordo
com as normas de segurança. Isso sugere que, atualmente, o trabalho de frentista
não é tão seguro quanto o proposto. Se os solventes estão de fato afetando o
cérebro, não é apenas a visão que está sendo comprometida”, avaliou Costa.
O pesquisador destacou, ainda, outras categorias de trabalhadores
que podem sofrer perdas visuais pela exposição crônica a solventes orgânicos,
como funcionários da indústria gráfica e de tintas.
Mercúrio
A investigação conduzida por Costa foi um desdobramento de um
trabalho anterior feito com trabalhadores expostos ao mercúrio durante o
mestrado de Mirella Telles Salgueiro Barboni, também com bolsa da Fapesp.
“Existe um grupo de pacientes acompanhado no Hospital das Clínicas
da USP que sofreu exposição ocupacional ao vapor de mercúrio, a maioria em
fábricas de lâmpadas fluorescentes. Eles apresentam diversos prejuízos
neuropsicológicos e problemas de memória e atenção. Nós queríamos saber se a
visão também havia sido afetada”, contou Barboni.
Intoxicação
diminui campo da visão periférica
Estudos anteriores feitos no Japão, disse a pesquisadora Mirella
Telles Salgueiro Barboni, haviam mostrado que a intoxicação por mercúrio pode
causar uma constrição no campo visual, ou seja, diminuir a visão periférica. O
grupo da USP decidiu então usar a nova metodologia para descobrir se poderia
haver danos também na região central da retina.
“Apresentávamos pequenos discos de luz cada vez mais fracos sobre
um fundo iluminado. Queríamos medir qual era a menor intensidade de luz que o
voluntário conseguia enxergar nas diferentes regiões do campo visual. Em
seguida, fazíamos o eletrorretinograma”, contou.
Os resultados mostraram que a visão central também estava bastante
prejudicada no grupo de 35 pacientes estudados. Segundo a pesquisadora, todos
tiveram desempenho significativamente inferior ao do grupo controle em todos os
testes.
“Com base nos resultados do grupo controle, composto por pessoas
saudáveis, nós criamos faixas de normalidade. Nas regiões mais periféricas do
campo visual, 71% dos expostos ao mercúrio tiveram resultado abaixo do limite
inferior normal, ou seja, de cada dez voluntários, sete não tinham nem sequer o
pior desempenho do grupo controle. Na região central, o índice ficou em torno
de 25%”, explicou a pesquisadora.
Os resultados da pesquisa foram divulgados em artigo publicado na
revista Environmental Research. A
visão de cores e de contrastes foi avaliada durante os projetos de mestrado de
Claudia Feitosa-Santana e Marcos Lago, respectivamente, que também observaram
perdas significativas.
Fonte: D24am.com. Leia mais.Paraná lança protocolo inédito para atendimento a intoxicação por agrotóxicos
A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná lançou na semana passada, em
Curitiba, protocolo pioneiro no país que direciona o atendimento, diagnóstico e
vigilância dos casos de intoxicação crônica por agrotóxico em todo o Estado. O
documento servirá de base de procedimentos para profissionais das unidades de
saúde.
“A intoxicação crônica é silenciosa e geralmente é diagnosticada
tardiamente. Queremos reverter isso, diagnosticando o problema de forma precoce
e iniciando o tratamento o mais cedo possível”, explicou o secretário estadual
da Saúde, Michele Caputo Neto.
Esta é a primeira vez que um documento completo sobre o tema é
organizado por um governo estadual. “Este protocolo será modelo para o país,
visto que não há nada parecido no Brasil e o risco de intoxicação crônica por
agrotóxico está presente em todas as regiões”, enfatizou o secretário.
Liderança
no ranking de consumo de agrotóxicos.
O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo e o Paraná é o
terceiro do país, por conta da forte atividade agrícola. De 2007 a 2011, o
Estado registrou média de 1.300 casos de intoxicações ao ano, sendo apenas 0,8%
do tipo crônica.
Estima-se ainda que, anualmente, existam mais de 400 mil pessoas
contaminadas por agrotóxicos no país, com cerca de 4 mil mortes. Apesar disso,
o banco de dados do Ministério da Saúde registra apenas 7.676 casos e 204
mortes, segundo as informações de 2010. Esta subnotificação pode estar ligada à
dificuldade de diagnóstico.
A intoxicação pode trazer danos à saúde do paciente e acarretar sequelas
irreversíveis. Os problemas mais comuns são câncer, distúrbios de
comportamento, problemas de pele e outros relacionados ao sistema neurológico,
respiratório e digestivo.
Alerta
aos riscos
Segundo o diretor do Centro Estadual de Saúde do Trabalhador, José Lúcio
dos Santos, o próximo passo agora é incorporar o protocolo nas unidades de
saúde e hospitais inseridos nas regiões de risco. “É importante que o
profissional fique atento aos sintomas e sinais de alerta apresentados pelo
paciente. Caso a pessoa resida ou trabalhe em áreas que usem ou produzem
agrotóxicos, é preciso que se faça o nexo causal”, destacou.
Entre as atividades e condições com maior risco de intoxicação estão
trabalhadores da agricultura, indústria, comércio e transporte de agrotóxicos,
jardinagem, pecuária, silvicultura, controle de endemias, vetores e pragas
urbanas, bem como moradores do entorno de unidades produtivas e de manuseio de
agrotóxicos.
No início de 2014, a Secretaria Estadual da Saúde vai iniciar o processo
de capacitação dos profissionais da atenção primária para ampliar o alcance do
protocolo. O objetivo será apresentar as informações do documento, tirar
dúvidas dos profissionais e melhorar as condições de diagnóstico precoce deste
tipo de intoxicação.
Histórico
A elaboração do protocolo foi coordenada pela professora Heloísa Pacheco
Ferreira, referência nacional nesta área. Todo o trabalho foi realizado ao
longo de dois anos e se baseou em um amplo estudo de campo realizado pela
Secretaria Estadual da Saúde, em parceria com o Núcleo de Estudos em Saúde
Coletiva da Universidade Federal do Paraná (NESC/UFPR), Universidade Tuiuti do
Paraná (UTP) e Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), além de
profissionais do Hospital do Trabalhador, Hospital de Clínicas e secretarias
municipais de Saúde de Curitiba, Céu Azul, Cascavel, Vera Cruz do
Oeste e Anahy.
Fonte: CBN Foz. Leia mais.
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Divast e Ciave realizam Curso de Toxicologia dos Agrotóxicos em Barreiras
A
Diretoria de Vigilância e Atenção à Saúde do Trabalhador - Divast/Suvisa e o
Centro Antiveneno da Bahia - Ciave/SAS, em parceria com o Centro de Referência
em Saúde do Trabalhador de Barreiras (Cerest-Barreiras), promoveram na Região
Oeste da Bahia o Curso de Toxicologia dos Agrotóxicos, com o objetivo de capacitar
/ atualizar os médicos e enfermeiros do Hospital do Oeste e Samu de Barreiras, além
da equipe de enfermagem, da vigilância em saúde e outros profissionais da rede
básica e hospitalar dos municípios da 25ª Dires.
O
curso foi realizado no auditório do Hospital do Oeste, em Barreiras, em dois momentos:
no dia 02/12 para os médicos e enfermeiros das unidades de média e alta
complexidade, abordando a questão do diagnóstico e tratamento, e no dia 03/12 para
os demais profissionais.
A
abertura foi realizada pela secretária de saúde do município de Barreiras, Regina
Rocha Figueiredo Nogueira, dando um breve relato da importância do evento
frente à problemática dos Agrotóxicos na região.
O
farmacêutico-bioquímico e diretor em exercício do Ciave, Jucelino Nery,
enfatizou a problemática da subnotificação das intoxicações exógenas no Estado.
Segundo o toxicologista, uma prova clara da subnotificação é o fato de apenas
cerca de 20% dos casos de intoxicação por agrotóxicos registrados pelo Ciave terem sido notificados através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).
O
Dr. Osvaldo Aurélio de Santana, médico do Ciave e Divast, abordou os aspectos
clínicos da intoxicação por agrotóxicos, ressaltando que praticamente inexistem
estudos científicos acerca dos impactos à saúde humana decorrentes da exposição
ao benzoato de emamectina, agrotóxico que será utilizado na região para combate
à praga Helicoverpa armigera, sendo
os dados disponíveis baseados em testes em animais. Este fato reforça a
necessidade de um cuidado maior na sua utilização.
Além de médicos e enfermeiros dos hospitais e Samu, estiveram presentes técnicos da Atenção Básica, Vigilância Sanitária (Visa), Vigilância Epidemiológica (Viep), Centro de Referência em Saúde do Trabalhador de Barreiras (Cerest), 25ª Diretoria Regional de Saúde (25ª Dires), Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) e Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema).
Fonte: Ciave. Leia mais.
sábado, 7 de dezembro de 2013
Seis pessoas internadas no México com sintomas de envenenamento por radiação
Seis pessoas estão
internadas no Hospital Geral de Pachuca, em Hidalgo, no centro do México, com
sintomas de envenenamento por radiação, confirmou o secretário de Saúde daquele
estado, Pedro Luis Noble Monterrubio, citado pelo jornal “El Universal”.
Estas pessoas estarão
relacionadas com o roubo de um caminhão com equipamento médico que continha uma
cápsula com material radioativo – cobalto 60 – roubado na segunda-feira. A cápsula foi localizada, mas aberta,
o que quer dizer que quem a abriu corre perigo de vida. O hospital está cercado
pela polícia federal.
As pessoas internadas
apresentam sintomas como vômitos, náuseas e enjôos, diz a AFP, pelo que as
autoridades suspeitam que possam ter tido contato com o elemento químico
cobalto 60, usado para fazer tratamentos de radioterapia. “Estão com sérios
problemas de saúde”, afirmou José Antonio Copca García, o responsável de saúde
da região.
Uma família tinha sido colocada
sob vigilância, sob suspeita de exposição ao material radioativo. As
autoridades mexicanas não esclareceram ainda se as pessoas internadas têm
alguma coisa a ver com esta família.
Foi estabelecido um
perímetro de segurança de 500 metros de raio no município de Hueypoxtla, a
cerca de 70 km da Cidade do México, uma localidade de 40 mil habitantes onde
foi encontrado o caminhão abandonado e o material radioativo, num campo
deserto.
A Comissão Nacional de
Segurança Nuclear e Salvaguardas acusou a empresa de transporte de negligência,
por não feito acompanhar por uma escolta de segurança o caminhão que
transportava esta carga radioativa.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), ligada à Organização
das Nações Unidas (ONU), informou que o caminhão foi roubado em um posto de
gasolina e que o equipamento de radioterapia pertencia à agência de saúde
pública do México e não estava mais em uso, disse Ricardo Maza, funcionário do
setor de proteção civil do Estado de Veracruz, um dos quais onde o alerta foi
emitido. A cápsula do material radioativo estava blindada com chumbo, afirmou
ele.
Segundo Maza, os ladrões
provavelmente queriam o caminhão e não sabiam o que ele carregava. O equipamento
era transferido para um centro de estocagem para detritos radioativos quando o
veículo foi roubado.
O
material foi lacrado de forma apropriada e não representa risco, contanto que a
cápsula onde foi colocado não seja quebrada ou alterada, informou, em
comunicado, a Comissão Nacional para Segurança Nuclear da Secretaria de Energia
do México.
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Capacitações em manejo e controle de escorpiões já apresenta resultado positivo
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Técnicos da 20ª Dires, Lacen e Ciave em Vitória da Conquista |
Os técnicos do Ciave e Lacen
estão treinando profissionais das Dires e municípios para atuarem como
multiplicadores nas regiões que atuam, visando a estruturação do programa para
Controle e Manejo de Escorpiões no Estado. Uma vez habilitados através do curso, os agentes
de endemias poderão desenvolver, incorporadas à sua rotina, as ações de manejo
ambiental para controle de escorpiões, contribuindo para a redução do número de
acidentes, bem como da sua morbi-mortalidade.
Seguindo a mesma programação que
os cursos anteriores, o evento contou com aulas teóricas e práticas, abordando-se
a epidemiologia dos acidentes escorpiônicos no Estado, medidas preventivas e
primeiros socorros neste tipo de acidente, sistemática e taxonomia
das espécies de escorpiões de importância médica, monitoramento dos fatores de
risco do contato da população humana com o agente do acidente, morfologia,
ecologia e comportamento desses animais, técnicas de coleta, acondicionamento,
manejo e fluxo dos escorpiões.
As Dires priorizadas foram
aquelas que apresentaram uma maior frequência de casos, tendo sido contemplados
este ano a 20ª Dires–Vitória da Conquista, a 24ª Dires–Caetité, a 26ª Dires–Santa
Maria da Vitória e a 30ª Dires–Guanambi. O programa terá continuidade em 2014, contemplando
as demais Dires.
Como parte dos resultados positivos desses treinamentos, diversos
espécimes capturados pelos profissionais treinados têm sido encaminhados ao
Lacen para identificação.
De acordo com o Ciave, a Bahia
registrou a ocorrência de 5.074 casos de acidente escorpiônico no primeiro semestre
de 2013, com 15 óbitos. A regional de Vitória da Conquista, por sua vez, foi a
terceira em notificações deste tipo de agravo, com 451 ocorrências notificadas
através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), o que
equivale a 8,9% de todos os casos notificados no Estado por este tipo de agravo.
Algumas
espécies de escorpiões, em decorrência da sua grande capacidade de adaptação
aos ambientes alterados pelo homem, tem se proliferado nas áreas urbanas. Em
decorrência das alterações climáticas, em algumas regiões, eles têm se
apresentado ativos durante todo o ano. Nos períodos com forte calor e de chuvas
frequentes, os escorpiões saem dos esconderijos em busca de alimento, situação
esta que aumenta o risco de acidentes.
Medidas
simples podem reduzir a sua ocorrência próxima dos domicílios como manter
limpos quintais e jardins; não acumular folhas secas e lixo domiciliar;
acondicionar o lixo em sacos plásticos ou outros recipientes
apropriados e fechados; não jogar lixo em terrenos baldios; manter os terrenos
baldios limpos; evitar a formação de ambientes favoráveis ao abrigo de
escorpiões, como acúmulo de materiais de construção, entulhos e pedaços de
madeira; rebocar paredes e muros para que não apresentem vãos ou
frestas, dentre outras. Nos casos de acidentes, a vítima deve procurar um
hospital o mais rápido possível.
Fonte:
Ciave. Leia mais.
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