sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Começam as coletas do PARA

O Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos, o PARA, foi reestruturado. As coletas já estão sendo realizadas no novo formato.

A Anvisa, em conjunto com as Vigilâncias Sanitárias dos Estados e Municípios, iniciou as coletas de alimentos do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA). O Programa passou por reestruturação em 2016 e, neste ano, retomou as coletas em novo formato.

Dentre as novidades, o programa ampliou o número de alimentos monitorados de 25 para 36. Isto representa 80% do consumo de alimentos de origem vegetal dos brasileiros, de acordo com os dados do IBGE. Os alimentos serão monitorados nos próximos três anos, dentro de um plano plurianual.

A quantidade de amostras monitoradas também será aumentada, com números proporcionais ao consumo de cada alimento por Unidade Federativa. Esse aumento possibilitou a expansão da quantidade de municípios de coleta, que passou de 30 para mais de 70 locais.

Também foram incluídos novos agrotóxicos na listagem de substâncias pesquisadas, como o 2,4-D e glifosato, dois dos produtos mais comercializados no país.

Desde 28 de agosto deste ano, foram realizadas coletas nos supermercados de diversos municípios nas cinco regiões do país. Abacaxi, alface, alho, arroz, batata doce, beterraba, cenoura, chuchu, goiaba, laranja, manga, pimentão, tomate e uva serão monitorados no primeiro período de 32 semanas do plano plurianual.

O PARA é resultado de uma ação entre Anvisa, Vigilâncias Sanitárias locais e Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen). O objetivo do programa é monitorar resíduos de agrotóxicos nos alimentos que chegam à mesa do consumidor, visando reduzir eventuais riscos à saúde. Os resultados do PARA subsidiam medidas a serem tomadas quanto às irregularidades encontradas e possibilitam a avaliação e mapeamento das situações em que os resíduos de agrotóxicos nos alimentos possam representar risco à saúde da população brasileira.

Fonte: Anvisa.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Voo é cancelado após escorpião ser encontrado a bordo de aeronave


Um voo da American Airlines foi cancelado depois que a tripulação do voo encontrou um escorpião a bordo do avião

Um voo que iria de Sacramento para Phoenix, nos Estados Unidos, foi cancelado depois que um escorpião foi encontrado a bordo.

Segundo a porta-voz da companhia aérea American Airlines, Leslie Scott, o Boeing 737 partiria de Sacramento, na Califórnia, às 10h40, hora local, de domingo (10). 

A aeronave havia estado em Phoenix, no Arizona, no dia anterior, local onde as autoridades acham que o escorpião entrou no avião. 

Os passageiros contaram que as mais de 100 pessoas a bordo foram avisadas que havia um escorpião na aeronave e que deveria esperar sentados por uma decisão. Pouco depois, a companhia aérea achou melhor cancelar o voo.

Scott afimou que a aeronave foi levada até o setor de manutenção da American Airlines no aeroporto de Dallas/Fort Worth, já que a tripulação não conseguiu capturar o escorpião e não sabia se o animal ainda estava a bordo. 

Em maio desde ano, um voo da United Airlines que partiu do aeroporto de Houston, nos Estados Unidos, para o Equador decolou com horas de atraso depois que um escorpião foi visto subindo na manga da camisa de um passageiro que estava dormindo.


Fonte: Uol.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Combate a drogas ilícitas sintéticas fica mais fácil

Novo tipo de enquadramento de drogas ilícitas sintéticas permite ações mais rápidas das políticas no combate a substâncias sintéticas que simularam drogas ilegais.
Uma nova regra publicada pela Anvisa nesta terça-feira vai facilitar o enquadramento e o combate ao uso de novas drogas ilícitas sintéticas. A nova regulamentação faz um enquadramento genérico das catinonas sintéticas na lista de substâncias proibidas no Brasil. Isso significa que qualquer substância desta categoria fica automaticamente proibida, independentemente da forma de sua molécula.
A nova regra foi aprovada no último dia 5 de setembro.

O que são novas substâncias psicoativas?

As novas substâncias psicoativas (NSP) são moléculas desenhadas para fugir do controle sobre drogas ilícitas. Em geral, os criminosos fazem pequenas alterações estruturais nas moléculas para que não estejam incluídas na lista de proibições e, com isso, as autoridades que trabalham no combate às drogas ilícitas ficam impedidas de apreender esses produtos.
As NSPs simulam efeitos de drogas tradicionais como cocaína, anfetamina, metanfetamina e MDMA (ecstasy). Essas substâncias também são bastante perigosas porque podem produzir efeitos comportamentais e afetar a atividade locomotora, a regulação da temperatura do corpo, o aprendizado e a memória.
Substâncias que simulam drogas ilícitas também causam intoxicação e podem levar a problemas sérios como falência aguda do fígado, dano agudo aos rins, aumento da pressão sanguínea e tremores e mesmo à morte do usuário.
O problema das NSPs é mundial. De acordo com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), pelo menos 106 países e territórios de todo o mundo já identificaram o aparecimento de pelo menos uma NSP. De 2009 a 2016, foi reportada a identificação de 739 substâncias, ou seja, uma média de uma nova substância por semana.
A classificação genérica define uma estrutura molecular nuclear e especifica variações particulares nas estruturas das substâncias que devem ser controladas, proibindo grupos e subgrupos de substâncias de uma só vez. O objetivo é antecipar controles sobre novas substâncias que ainda podem surgir.
Entenda melhor: O que são Novas substâncias Psicoativas (NSP)

Catinonas Sintéticas

As catinonas sintéticas são novas substâncias psicoativas (NSP) que agem no Sistema Nervoso Central, predominantemente como estimulantes, imitando os efeitos de drogas tradicionais.
Drogas ilícitas deste tipo já circulam em território brasileiro e são a segunda maior classe de NSP em número de apreensões no contexto global – embora a quantidade de apreensões de catinonas sintéticas tenha crescido consideravelmente nos últimos anos.
A classificação de substâncias por classes estruturais genéricas já é adotada em muitos países, como uma estratégia eficiente no combate ao aparecimento e disseminação de NSP. O Brasil já adota classificação genérica para canabinoides sintéticos desde 2016, alinhando as estratégias brasileiras às dos demais países que apresentam experiências positivas relacionadas ao tema.
Além das catinonas sintéticas, a Resolução RDC 175/2017 inclui um subitem na classificação genérica já existente para canabinoidesainda contempladas pela legislação. Os canabinoides sintéticos são substâncias produzidas em laboratório e que produzem efeitos psicoativos semelhantes àqueles causados pela planta Cannabis sativa.

Brasil em destaque

As ações do Brasil neste setor têm recebido destaque internacional. A Anvisa foi convidada para apresentar na V Conferência Internacional sobre NSP (http://novelpsychoactivesubstances.eu/), na sede da ONU, em Viena, em outubro de 2017, os avanços alcançados na regulação de NSP, especialmente com a adoção do sistema genérico de classificação. A Agência também foi convidada pela OMS para que os especialistas da Anvisa contribuam com a IV Consulta sobre NPS também marcada para outubro de 2017.
Esta consulta reúne especialistas na classificação de substâncias controladas e, portanto, sua produção subsidia as proposições do Expert Committee on Drug Dependence (ECDD/OMS), responsável por avaliar e recomendar à CND/ONU (Comissão de Narcóticos) a classificação de novas substâncias em tratados internacionais.

Discussão da norma

A proposta foi elaborada pelo Grupo de Trabalho instituído pela Portaria Anvisa 898, de 6 de agosto de 2015. O grupo foi criado para discutir e aperfeiçoar o modelo regulatório para a classificação e controle de substâncias entorpecentes, psicotrópicas, precursoras, proscritas, demais substâncias e plantas sujeitas ao controle especial estabelecido pelo Anexo I da Portaria SVS/MS n° 344/98. Este grupo, que reúne especialistas das áreas sanitária, forense e jurídica, é formado por representantes da Anvisa e do Ministério da Justiça.

Fonte: Anvisa.

Anvisa finaliza reavaliação toxicológica do Paraquate

Na Reunião Ordinária Pública desta terça-feira (19/09), a Diretoria Colegiada da Anvisa (Dicol) concluiu a reavaliação toxicológica do ingrediente ativo Paraquate, iniciada em 2008 e, desde então, estudada exaustivamente pela Agência e discutida com o setor regulado e a sociedade. A deliberação é pelo banimento do produto após três anos de prazo para transição. O Paraquate é um herbicida com uso agrícola autorizado para aplicação em pós-emergência de plantas infestantes e como dessecante em diversas culturas, incluindo algodão, milho e soja.

É importante destacar que os riscos decorrentes da utilização do produto (mutagenicidade e Doença de Parkinson) se restringem aos trabalhadores que manipulam o produto, de forma que a população em geral não está suscetível à exposição da substância pelo consumo de alimentos. Não há evidências de que o uso de Paraquate deixe resíduos nos alimentos.

Novas evidências científicas que, porventura, possam excluir o potencial mutagênico em células germinativas e estudos de biomonitoramento que garantissem uma exposição negligenciável ao produto poderiam levar à revisão da decisão da Agência em relação ao banimento. No entanto, na ausência da disponibilização desses dados, até o momento, não há respaldo legal para a manutenção da comercialização do produto no país.

O prazo concedido até o completo banimento do produto, de três anos, poderá permitir a apresentação dessas novas evidências. Também poderá auxiliar a minimizar os altos impactos econômicos, agronômicos e ambientais da medida, considerando, principalmente, a alta eficiência do produto, seu baixo custo, sua característica de não causar resistência em ervas daninhas e suas vantagens ambientais por permitir a adoção do sistema de plantio direto.

Apesar do prazo concedido para o banimento, foram realizadas medidas restritivas imediatas para garantir a proteção dos trabalhadores. Apenas a aplicação por trator de cabine fechada será permitida, buscando reduzir ao máximo a exposição dos usuários ao produto. Será proibida a sua utilização em diversas culturas e na modalidade como dessecante, além de diversas outras medidas como ações de orientação e treinamento aos usuários, alterações nos rótulos e bulas e a proibição da comercialização de embalagens com volume menor de 5 litros.

Com a implementação de todas essas medidas, se espera minimizar ao máximo a exposição ao produto, garantindo a proteção à saúde dos usuários até a finalização do prazo de transição estabelecido pela norma.

Fonte: Anvisa.

IV Fórum dos Centros de Informação e Assistência Toxicológica

Representantes dos Centros de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) do país estarão reunidos no dia 08 de outubro, em Goiânia (GO), no IV Fórum dos Centros de Informação e Assistência Toxicológica, como atividade pré-congresso do XX Congresso Brasileiro de Toxicologia (CBTOX).

O XX CBTOX, promovido pela Sociedade Brasileira de Toxicologia  (SBTox) tem como tema geral “As estratégias da Toxicologia do século XXI para um mundo mais seguro e sustentável” e ocorrerá no período de 8 a 11 de outubro.

O Fórum é promovido pela Associação Brasileira de Centros de Informação e Assistência Toxicológica e Toxicologistas Clínicos (Abracit), com o apoio da SBTox, e tem como objetivo avaliar o impacto dos Centros na qualificação da Assistência Toxicológica na Rede de Atenção a Saúde e discutir os parâmetros de acreditação.

A Abracit é uma sociedade civil, de âmbito nacional e sem fins lucrativos, constituída pelos CIATox (que recebem diversas denominações como Ciave, CCI, CCE, Ceatox, CIT, Ciatox, Civitox e Toxcen) ligados a instituições públicas, que, atualmente, consistem em 31 Centros distribuídos em 19 estados e Distrito Federal.

O Centro de Informações Antiveneno (Ciave), criado em 1980 e o segundo dos 35 centros implantados pelo Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (SINITOX), é um dos sócios fundadores da Abracit e atende cerca de 30% dos casos registrados em toda a região Nordeste.

Fonte: Ciave.

Anvisa proíbe uso de mercúrio e pó para liga dentária

Decisão foi publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial da União e entra em vigor em janeiro de 2019.
A Anvisa proibiu pela RDC n° 173, a fabricação, a importação, a comercialização e o uso, em serviços de saúde, dos elementos mercúrio e pó para liga de amálgama na forma não encapsulada. A liga de amálgama é uma liga metálica usada em tratamentos odontológicos.

Os produtos com liga de amálgama na forma encapsulada não estão proibidos. Fabricantes de produtos como termômetros e lâmpadas fluorescentes, que têm mercúrio na composição, deverão seguir a Resolução da Diretoria Colegiada - RDC nº 306, de 2004, que explica como proceder em relação a resíduos de serviços de saúde.


A decisão, publicada nesta segunda-feira (18/9), está no Diário Oficial da União e entra em vigor em 1º de janeiro de 2019.

Riscos à saúde humana e ao meio ambiente

O impacto da contaminação do meio ambiente por mercúrio está ligado diretamente aos riscos provocados pela exposição ao mercúrio para a saúde humana. O documento oficial do Ministério do Meio Ambiente, Diagnóstico Preliminar sobre o Mercúrio no Brasil, informa que a exposição a 1,2 mg de mercúrio por algumas horas pode causar bronquite química e fibrose pulmonar em seguida. (Sigeyuki et al., 2000).
Ainda segundo o documento oficial, o mercúrio pode causar problemas ao sistema nervoso central e à tireoide, caso a exposição ao material ocorra por períodos longos.
Dentre as formas do elemento, existe o metil-Hg, que é a mais tóxica aos organismos superiores, em especial aos mamíferos. O metil-Hg se acumula no sistema nervoso central, causando disfunção neural, paralisia e pode levar à morte.

Fonte: Anvisa.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

NEPS-CIAVE realiza roda de conversa entre pacientes e profissionais de saúde

O Centro de Informações Antiveneno (CIAVE), através do seu Núcleo de Estudos e Prevenção do Suicídio (NEPS), realiza na tarde de hoje, no auditório do Anexo do Hospital Geral Roberto Santos, uma Roda de Conversa intitulada "Ações de Cuidado e Tentativa de Suicídio: é possível?".

Segundo a psicóloga e coordenadora do NEPS, Soraya Carvalho, "esta Roda de Conversa do NEPS é revolucionária porquê estes eventos, geralmente, são propostos por profissionais e acontecem com e para outros profissionais. Desta vez, a Roda é uma proposta dos pacientes com e para os profissionais e estudantes.

Fonte: NEPS/CIAVE.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

O tema intoxicação é abordado em televisão universitária da UNESP

A TV UNESP é uma emissora pública vinculada à UNESP, que contribui para aproximar os estudos promovidos pela universidade à rotina de públicos com diferentes características e aspirações. Além disso, desempenha um importante papel nas atividades de ensino, pesquisa e extensão realizadas pela Universidade Estadual Paulista.

Entre a grade de produtos da emissora está o programa “Saúde em Prática”, programa semanal com informações sobre saúde, qualidade de vida e bem-estar, voltado a toda população.

O tema “intoxicação” tem sido abordado no programa e os vídeos estão disponíveis para acessar através do próprio site da TV UNESP ou através do Youtube. Vale a pena conferir.

Vídeos relacionados a Toxicologia:

- Alguns sinais do consumo de drogas
- Intoxicação por formol
- Intoxicação por produtos de limpeza
- Intoxicação por plantas tóxicas

Fonte: TV Unesp.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Abertas inscrições para estágio na rede pública estadual

Para quem está interessado em realizar estágio, foi publicado essa semana no Diário Oficial do Estado o Edital nº 003-DDE/SRH/SAEB referente à inscrição para o Programa de Estágio do Governo da Bahia. O Programa contempla estudantes dos cursos de graduação presencial, estaduais federais ou particulares, das instituições de ensino superior sediadas na Bahia.

A carga horária das atividades de estágio é de 4h diárias e 20h semanais. Para fazer parte do banco de jovens, o interessado deve se cadastrar no período entre 29/08/2017 até 17/09/2017.

As vagas contemplam, dentre outras, as áreas de Ciências Biológicas, Enfermagem, Farmácia, Medicina e Psicologia.

Confira em www.programaestagio.saeb.ba.gov.br .