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Exposição alerta sobre o risco de envenenamento

Visitantes da mostra no Hospital Roberto Santos receberam
materiais e orientação (Foto: A TARDE)
Referência na área de toxicologia para o Nordeste, o Centro Antiveneno da Bahia (Ciave) promove uma série de ações educativas e científicas como parte da 2ª Semana Estadual de Prevenção às Intoxicações. O objetivo é orientar a população sobre a prevenção, diagnóstico e tratamento de intoxicações e envenenamentos.

Uma das atividades realizadas pelo órgão, que é vinculado à Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), foi uma mostra dos principais agentes causadores de  lesões tóxicas. Entre eles, produtos de limpeza, inseticidas de uso doméstico, raticidas clandestinos, algumas plantas e animais.

Durante a exibição, nesta terça-feira, 30, na recepção do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), no bairro do Cabula, pacientes e visitantes da unidade de saúde receberam materiais educativos e a orientação de especialistas.

O coordenador técnico do Ciave, Jucelino Nery, chamou a atenção para os crescentes casos de intoxicações ocorridos em ambientes doméstico. "Produtos de uso doméstico são usados de forma incorreta. Muitas vezes, não nos damos conta de que estamos expostos a substâncias tóxicas", explicou.

Para Nery, o cuidado deve ser redobrado com as crianças, devido aos crescentes casos de intoxicação envolvendo este público. "Medicamentos e produtos de limpeza, por exemplo, podem ser facilmente confundidos com doces, por conta da coloração e  forma", elucidou o coordenador do centro antiveneno.

"É importante sempre estar atento em relação a esses produtos, porque as crianças costumam ser curiosas. Por conta disso, sempre procuro manter esse material fora do alcance da minha filha", afirmou o pintor Luís Cláudio da Paixão, 45 anos, um dos visitantes da exposição realizada nesta terça.

Acidentes
No ano passado, foram registrados pelo o órgão cerca de 7.300 atendimentos, sendo 65% dos casos ocorridos em ambiente doméstico. Deste total, cerca de  43% foram de acidentes com animais peçonhentos, acompanhados de 24% por intoxicação com medicamentos e 6% por agrotóxicos de uso agrícola.

"Os acidentes com animais peçonhentos, como aranhas e cobras, costumam envolver animais domésticos. Isso se dá porque cada vez mais invadimos o habitat dessas espécies, que, como mecanismo de defesa, acabam atacando", afirmou a médica veterinária Aline Brito, do Ciave.

O órgão atua na orientação, diagnóstico, terapêutica e assistência presencial de pacientes intoxicados. Além disso, também realiza análises toxicológicas de urgência, identifica animais peçonhentos e plantas venenosas, mantém e distribui antídotos e de soros antipeçonhentos para a rede pública estadual.

O Ciave ainda atende em regime  24 horas, por meio do Disque-Urgência Toxicológica, cujo telefone  é 08002844343.

Fonte: A Tarde.





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