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Anvisa Debate Experiencia Européia em Descarte de Produtos

O Seminário Internacional para discutir normas da União Europeia voltadas ao descarte de equipamentos eletroeletrônicos e à restrição de substâncias nocivas em seus componentes reuniu, na última terça-feira (8/2), em Brasília, especialistas e representantes da indústria de tecnologia aplicada à saúde. O encontro no auditório da Anvisa contou com 240 participantes.

O debate se concentrou nas diretivas WEEE (Waste Electrical and Eletronic Equipment), Descarte de Equipamentos Eletroeletrônicos, e RoHs (Restriction of Certain Hazardous Substances), Restrição ao uso de Certas Substâncias Nocivas. As diretivas são atos legislativos da União Europeia que fixam resultados que devem ser alcançados pelos 27 estados membros em prazo determinado.

A iniciativa da Anvisa, em parceria com o Sebrae e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) visa discutir a aplicabilidade de regulamentos e práticas europeias bem sucedidas à realidade brasileira. A Agência pretende, ainda, alinhar esses dispositivos à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), aprovada e regulamentada no final de 2010.

Os equipamentos para procedimentos médicos, hospitalares, odontológicos e laboratoriais desenvolvidos no Brasil deverão, até 2014, atender às normas de responsabilidade ambiental da União Europeia para serem comercializados naqueles países.

“Devemos alinhar a meta de perseguir o rigor sanitário - a qualidade, a eficácia e a segurança dos produtos – com o estímulo à inovação e à competitividade das empresas brasileiras” afirmou Dirceu Barbano, diretor presidente substituto em exercício.

Barbano participou da mesa de abertura, que contou com o diretor da ABDI, Clayton Campanhola, com a coordenadora de Projetos do Sebrae, Rosana Melo, e com o representante de Cooperação da UE no Brasil, Jérôme Poussielgue.

Poussielgue disse que há um grande mercado de empregos e possibilidades de negócios a serem viabilizadas a partir da reciclagem e da reutilização de equipamentos eletroeletrônicos. “ Mais importante do que pensar na questão mercadológica, é levantar a discussão nas empresas brasileiras sobre preservar a saúde humana e o meio ambiente”, afirmou.

Fonte: ANVISA. Leia mais.

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