Pular para o conteúdo principal

Refrigerante à Base de Maconha: Lançamento nos EUA

A Intertox publicou ontem (11/02) matéria escrita por Amanda Buaride sobre o lançamento de bebida à base de maconha nos Estados Unidos (EUA). De acordo com a matéria, este mês será colocado no mercado do Estado americano do Colorado (EUA) um refrigerante à base de maconha denominado de "Canna Cola". Cada garrafa terá entre 35 e 65 miligramas de tetrahidrocanabinol (THC), o principal ingrediente psicoativo da Cannabis, o gênero botânico cuja espécie Cannabis sativa é utilizada para produzir haxixe e maconha:

“São 15 os Estados americanos onde o uso da maconha para fins medicinais é legal. No entanto, as condições para sua legalidade mudam de um lugar para o outro, e maconha, independentemente do propósito, continua sendo ilegal pelas leis federais.

Há um projeto de lei no Congresso americano, assinado pela senadora Dianne Feinstein, conhecido como "Brownie Law", aprovado pelo Senado no ano passado cuja proposta é aumentar as penas para os que fazem produtos que misturem maconha com "algo doce".

O criador do "Canna Cola" é o empresário Clay Butler, que assegura que nunca fumou maconha e que elaborou a bebida por "acreditar que os adultos têm o direito de pensar, comer, fumar, ingerir ou vestir o que quiserem".

Além do sabor de cola, serão lançados, ao mesmo tempo, os de limão chamado "Sour Diesel"; de uva, de nome "Grape Ape"; de laranja, "Orange Kush", e, por fim, o inspirado na popular bebida Dr. Pepper, o "Doc Weed".

De acordo com Scott Riddell, criador da empresa que comercializará a bebida, os níveis de THC em "Canna Cola" serão menores que os de outras bebidas do mesmo tipo que já estão no mercado. A bebida terá um “leve sabor de maconha” e o efeito no organismo será similar ao de uma "cerveja suave".

A única indicação terapêutica aprovada pelo FDA (Food and Drug Administration) e pela OMS (Organização Mundial de Saúde) para uso do delta 9THC sintético (Marionol), é como antiémetico, no tratamento de pacientes com câncer, os quais são submetidos à quimioterapia e não respondem aos tratamentos convencionais para náusea e vômito.

O delta 9THC sintético é o principal constituinte ativo da maconha, e sua atividade psicoativa é proporcional à concentração. Os produtos da Cannabis têm tendência a perder a potência quando armazenados, conforme o tempo ou as condições de estocagem. As condições ambientes, os meios de cultivo e a maneira como as folhas são conservadas influenciam no teor de delta 9THC.

A absorção no organismo pode se dar por diversas formas: por via pulmonar, em que ocorre absorção alveolar; por via intravenosa e por via oral, em que há absorção pelo TGI (trato gastrintestinal). No caso dos refrigerantes, a absorção será pelo trato gastrintestinal, a qual é lenta e irregular. Possui baixa biodisponibilidade, principalmente por causa da intensa biotransformação hepática pela qual passa, sendo por conta desses fatores que a resposta por uso oral é mais demorada.

Os efeitos a curto prazo variam de indivíduo para individuo, podendo oscilar entre euforia, perda da capacidade de discriminação do tempo, coordenação motora diminuída, falhas nas funções cognitivas e intelectuais entre outros. Doses mais elevadas podem levar a paranóias, alucinações e ilusões. Já os efeitos a longo prazo não são totalmente comprovados.

Um cigarro de maconha com 500mg de erva, contendo 2% de THC (equivalente a 10mg de delta 9THC), terá 1,8 mg biodisponíveis por via pulmonar e 0,6 mg por via oral. “

Fonte: INTERTOX. Leia mais.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Intoxicação por pó-de-mico

Continua um mistério a causa do surto que ocorreu no mês de março no município de Apuarema, interior da Bahia. A história teve início no dia 21/03, na Escola Municipal Aurino Nery, quando diversos alunos da oitava série manifestaram sinais de prurido na sala de aula causando uma pequena aglomeração naquele estabelecimento de ensino. Cerca de oito alunos manifestaram esses sinais na sala, saíram para o pavilhão e entraram em contato com turmas vizinhas  que acabaram manifestando os sintomas de prurido e urticária. O evento ocorreu se repetiu alguns dias depois. Ao todo foram mais de 40 crianças acometidas. Algumas apresentaram cefaléia. O colégio foi fechado temporariamente pela secretaria municipal de educação. As aulas foram retomadas no dia primeiro de abril sem indícios de um novo incidente. Suspeita-se que alguém tenha introduzido no local alguma substância. Pensou-se na possibilidade de ter sido “pó-de-mico”. O “pó-de-mico” consiste em tricomas (semelhante a pêlos) que recobrem as…

Ciave alerta para aumento do risco de acidente escorpiônico e fake news

Na Bahia, em 2018, ocorreram 24.714 casos de acidente por animais peçonhentos, de acordo com o Sistema de Informação de Agravos de Notificação – Sinan, com 188 ocorrências em Salvador. Entre eles, o acidente escorpiônico predominou com 18.985 (76,8%), dos quais 47 se deram na capital.
No ano passado, o Centro de Informações Antiveneno – Ciave registrou o atendimento de 2.425 casos de escorpionismo. Já nessa primeira quinzena de janeiro, o Centro registrou 127 casos, 10% a mais que o mesmo período em 2018, com uma média de 9 ocorrências por dia.
Segundo Jucelino Nery, diretor do Ciave e coordenador estadual do Programa de Controle de Acidentes por Animais Peçonhentos, os acidentes escorpiônicos tiveram em 2018 um aumento de 22%, em relação ao ano anterior. Além do clima, o crescimento desordenado das áreas urbanas, a falta de saneamento básico, o desmatamento e o acúmulo de lixo, entulhos e restos de material de construção fazem com que os escorpiões procurem abrigo e alimento (insetos…

Águas vivas começam a aparecer em maior quantidade em Itajaí

Quem aproveitou a manhã de quarta-feira para caminhar pela areia da Praia da Atalaia em Itajaí teve que desviar de águas vivas. Os organismos marinhos surgiram aos montes e deixaram a areia coberta. Apesar de causarem preocupação aos banhistas, as encontradas ali não provocam as populares queimaduras, que na verdade são um tipo de envenenamento. De acordo com o Corpo de Bombeiros a espécie presente na Atalaia é a racostoma atlanticun, que não queima. Isso, porém, não significa que os banhistas devem ter contato com o animal marinho. Isso porque é difícil identificar se uma água viva é nociva ou não. Coordenador de praia da corporação e oceanógrafo, o soldado Daniel Ribeiro explica que só especialistas conseguem identificar quais espécies causam queimaduras e que algumas se assemelham muito as racostoma, mas queimam. Ribeiro explica que o surgimento das águas vivas perto da costa ocorre em função de uma série de fatores naturais. Um deles são as correntes marinhas que transportam os orga…