Pular para o conteúdo principal

Ciave Recebe Visita de Representantes da OPAS


Dra. Soraya Carvalho, Dr. Daniel Rebouças, Dr. Carlos Santos-
Burgoa, Dr. Luis Augusto e Dr. Jucelino Nery.

O Ciave recebeu, na manhã de hoje (05/06), a visita de representantes da Organização Panamericana da Saúde (OPAS): o Dr. Luis Augusto Galvão e o Dr. Carlos Santos-Burgoa, diretor e coordenador de Riscos Ambientais e Ocupacionais da Área de Saúde Ambiental e Desenvolvimento Sustentável (SDE) em Washington, respectivamente. O Dr. Luis Augusto foi coordenador do Ciave entre 1980 e 1983, quando este ainda era um setor do Hospital Geral Roberto Santos.

Ambos estão participando do XXXIII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitária e Ambiental, organizado pela Associação Interamericana de Engenharia Sanitária e Ambiental – AIDIS, com o apoio da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – ABES, no Holtel Pestana, em Salvador-BA, no período de 3 a 7 de junho. Este evento chega como o mais importante encontro sobre desenvolvimento, ecoeficiência e saneamento ambiental de todo o continente americano.

O Dr. Carlos Santos-Burgoa, durante a visita, foi apresentado à equipe técnica do Centro e conheceu a sua estrutura física e funcionamento. Durante apresentação, foi informado que o Ciave atende, em média, 7.500 casos/ano oriundos de todo o estado da Bahia e alguns outros estados do país.

Quando questionado sobre a existência de rede, o Dr. Jucelino Nery da Conceição Filho – coordenador de apoio diagnóstico e terapêutico do Ciave – informou que o serviço integra a Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica (Renaciat), coordenado pela Anvisa, e alimenta as bases de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e do Sistema Nacional de Informações Tóxico Farmacológicas (Sinitox).
Os representantes da OPAS disseram que pretendem promover uma articulação entre o centro baiano e a Rede de Toxicologia da América Latina para o desenvolvimento de trabalhos conjuntos.

Após explanação do Dr. Eduardo Almeida Santos, médico plantonista do Ciave, sobre os principais grupos causadores de envenenamento no Estado, o Dr. Luis Augusto afirmou que as drogas e a depressão são dois problemas que preocupam a sociedade em todo o mundo e a OPAS tem se empenhado em apoiar as ações de enfrentamento, como vem sendo feito no Brasil através do programa de combate às drogas.

A psicóloga e coordenadora do Núcleo de Estudo e Prevenção do Suicídio (NEPS) do Ciave, Soraya Carvalho Rigo, por sua vez, explicou sobre o trabalho desenvolvido pelo Núcleo, salientando a importância da prevenção do suicídio através do acompanhamento psicoterápico, psiquiátrico e de terapia ocupacional aos pacientes com depressão grave e risco de suicídio, que já tenham ou não tentado o suicídio anteriormente, além de reuniões com os familiares destes pacientes, resultando em uma redução dos casos de reincidência a níveis inferiores a 2%.

O Dr. Luis Augusto ressaltou a relevância da iniciativa do Neps, consistindo em uma prática inovadora. Em função disto, o Ciave deverá receber brevemente a visita de uma técnica do grupo de saúde mental da Opas para conhecer mais profundamente esse trabalho.

Vários questionamentos acerca da realização de análises toxicológicas foram feitos por Santos-Burgoa, o qual se mostrou surpreso com a escassez de suporte laboratorial nessa área no Estado. Ao conhecer as limitações do laboratório do Ciave, reconheceu a necessidade de provê-lo de mais equipamentos e recursos humanos.

Dr. Daniel Santos Rebouças, diretor do Ciave, apresentou o material utilizado para divulgação de informações junto aos profissionais de saúde e à população em geral e, em seguida, convidou os visitantes a saborear um típico café junino.

Fonte: Ciave.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Intoxicação por pó-de-mico

Continua um mistério a causa do surto que ocorreu no mês de março no município de Apuarema, interior da Bahia. A história teve início no dia 21/03, na Escola Municipal Aurino Nery, quando diversos alunos da oitava série manifestaram sinais de prurido na sala de aula causando uma pequena aglomeração naquele estabelecimento de ensino. Cerca de oito alunos manifestaram esses sinais na sala, saíram para o pavilhão e entraram em contato com turmas vizinhas  que acabaram manifestando os sintomas de prurido e urticária. O evento ocorreu se repetiu alguns dias depois. Ao todo foram mais de 40 crianças acometidas. Algumas apresentaram cefaléia. O colégio foi fechado temporariamente pela secretaria municipal de educação. As aulas foram retomadas no dia primeiro de abril sem indícios de um novo incidente. Suspeita-se que alguém tenha introduzido no local alguma substância. Pensou-se na possibilidade de ter sido “pó-de-mico”. O “pó-de-mico” consiste em tricomas (semelhante a pêlos) que recobrem as…

Ciave alerta para aumento do risco de acidente escorpiônico e fake news

Na Bahia, em 2018, ocorreram 24.714 casos de acidente por animais peçonhentos, de acordo com o Sistema de Informação de Agravos de Notificação – Sinan, com 188 ocorrências em Salvador. Entre eles, o acidente escorpiônico predominou com 18.985 (76,8%), dos quais 47 se deram na capital.
No ano passado, o Centro de Informações Antiveneno – Ciave registrou o atendimento de 2.425 casos de escorpionismo. Já nessa primeira quinzena de janeiro, o Centro registrou 127 casos, 10% a mais que o mesmo período em 2018, com uma média de 9 ocorrências por dia.
Segundo Jucelino Nery, diretor do Ciave e coordenador estadual do Programa de Controle de Acidentes por Animais Peçonhentos, os acidentes escorpiônicos tiveram em 2018 um aumento de 22%, em relação ao ano anterior. Além do clima, o crescimento desordenado das áreas urbanas, a falta de saneamento básico, o desmatamento e o acúmulo de lixo, entulhos e restos de material de construção fazem com que os escorpiões procurem abrigo e alimento (insetos…

Águas vivas começam a aparecer em maior quantidade em Itajaí

Quem aproveitou a manhã de quarta-feira para caminhar pela areia da Praia da Atalaia em Itajaí teve que desviar de águas vivas. Os organismos marinhos surgiram aos montes e deixaram a areia coberta. Apesar de causarem preocupação aos banhistas, as encontradas ali não provocam as populares queimaduras, que na verdade são um tipo de envenenamento. De acordo com o Corpo de Bombeiros a espécie presente na Atalaia é a racostoma atlanticun, que não queima. Isso, porém, não significa que os banhistas devem ter contato com o animal marinho. Isso porque é difícil identificar se uma água viva é nociva ou não. Coordenador de praia da corporação e oceanógrafo, o soldado Daniel Ribeiro explica que só especialistas conseguem identificar quais espécies causam queimaduras e que algumas se assemelham muito as racostoma, mas queimam. Ribeiro explica que o surgimento das águas vivas perto da costa ocorre em função de uma série de fatores naturais. Um deles são as correntes marinhas que transportam os orga…