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Laboratório brasileiro recebe credencial mundial



Prédio do LBCD.  Foto: Ministério do Esporte




A acreditação do Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem (LBCD) pela Agência Mundial Antidopagem (AMA ou Wada, sigla em inglês) , nesta quarta (13), impulsiona a pesquisa científica no Brasil. A acreditação foi resultado de reunião do conselho de fundadores da entidade internacional, em reunião na manhã desta quarta (13), na cidade de Montreal (Canadá). Com ela, o laboratório brasileiro planeja realizar 2.500 exames em 2015.

Além de fazer análises de sangue e urina para identificar dopagem, o laboratório brasileiro reforça estudos científicos e tecnológicos, no ensino acadêmico e na formação de profissionais especializados.

"O que a Wada, a Agência Mundial Antidopagem faz, é acreditar todos os laboratórios no mesmo patamar, com um certo número de procedimentos, mas ela mesma exige que os laboratórios estejam continuamente investindo em pesquisa. Então, com isso, alguns laboratórios, que estão investindo em certas pesquisas, começam a desenvolver novos métodos de análises", explica o coordenador do LBCD, Francisco Radler.

O Comitê Olímpico reúne iniciativas que ainda não foram disseminadas e determina que as análises de metodologia nova já estejam sendo realizadas pelo laboratório olímpico, durante os jogos. Portanto, procedimentos não comuns em laboratórios serão implementados no Brasil.

A partir de agora, também já pode realizar análise de amostras para controle antidopagem de eventos-teste para os Jogos Olímpicos e os Jogos Paraolímpicos de 2016. Serão 44 eventos deste tipo, de agosto de 2015 até o início das competições, em agosto do próximo ano.

"O sistema antidoping será um dos principais legados, mas ainda faltam alguns passos complementares para manter o nível de excelência na garantia de jogo limpo no esporte. Nós vamos lutar para implementá-los o mais brevemente possível. Estes pontos são a criação de um tribunal de apelação e o empoderamento da ABCD (Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem) como única responsável pelo controle de dopagem no Brasil”, afirma o ministro do Esporte, George Hilton.

O processo de autorização para voltar a atuar na análise de amostras antidoping, chamado reacreditação, começou em agosto de 2014, com um teste pró-pobatório, com quatro lotes de amostras enviadas pela Wada-AMA e três visitas de auditoria da agência. Também foram realizadas consultorias de especialistas estrangeiros. Hoje existem 32 laboratórios semelhantes em todo mundo.

O Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem pertence ao Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro e seu prédio fica na Ilha da Cidade Universitária da UFRJ. Para construir um novo prédio foram investidos R$ 134 milhões, sendo R$ 106 milhões do Ministério do Esporte e R$ 28 milhões do Ministério da Educação.

Fonte: Portal Brasil.

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