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Ciave e Lacen realizam capacitação em manejo e controle de escorpiões para técnicos das 24ª e 30ª Dires


Técnicos recebem orientação antes do início da coleta de escorpiões em campo.
Encerrou-se nesta sexta-feira a capacitação em manejo e controle de escorpiões promovida pelo Centro Antiveneno da Bahia (Ciave) e Laboratório Central de Saúde Pública Prof. Gonçalo Moniz (Lacen) para os coordenadores de vigilância epidemiológica e agentes de endemias dos municípios integrantes das 24ª e 30ª Dires (Caetité e Guanambi, respectivamente), além de técnicos dessas regionais.

O evento iniciou-se na terça-feira (17/09), tendo como instrutores técnicos do Ciave e do Lacen. Como parte do Programa para Controle e Manejo de Escorpiões do Ministério da Saúde (MS), a capacitação objetiva capacitar e complementar a formação dos profissionais que atuam na área de saúde e meio ambiente das Dires e seus municípios integrantes.

Com aulas teóricas e práticas, abordou-se temas como a epidemiologia dos acidentes escorpiônicos no Estado, medidas preventivas e primeiros socorros,  sistemática e taxonomia das espécies de escorpiões de importância médica, monitoramento dos fatores de risco do contato da população humana com o agente do acidente, morfologia, ecologia e comportamento destes animais, técnicas de coleta, acondicionamento, manejo e fluxo dos escorpiões.

Segundo Jucelino Nery, técnico do Ciave e coordenador do Programa Nacional de Controle de Acidentes por Animais Peçonhentos no estado da Bahia, “tem-se verificado um aumento significativo de casos nos últimos anos em todo o país, sendo a Bahia o segundo estado em número de ocorrências, com uma taxa de letalidade de 0,2%”.

De acordo com o Ciave, a Bahia registrou cerca de 9.170 casos de acidente escorpiônico em 2012. A regional de Caetité, por sua vez, foi a primeira em notificações deste tipo de agravo, com 1.328 casos em 2012 através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), o que equivale a 14,5% de todos os casos notificados no Estado por este tipo de acidente.

Uma vez habilitados através do curso, os agentes de endemias poderão desenvolver, incorporadas à sua rotina, as ações de manejo ambiental para controle de escorpiões, levando à redução do número de acidentes, bem como da sua morbi-mortalidade.


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