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Cidadãos vítimas de abelhas têm dificuldade de obter socorro


Quem eventualmente sofrer ataque de abelhas ou encontrar colmeias em áreas não públicas terá dificuldade de obter ajuda de órgãos governamentais. Atualmente, Salvador não tem instituições públicas oficialmente com esta atribuição.

Em setembro, moradores de residências no Campo Grande e Federação foram atacados por abelhas de colmeias existentes em terrenos baldios próximos. No Campo Grande, quatro cães morreram e três pessoas ficaram feridas; na Federação, duas pessoas foram hospitalizadas. A orientação das autoridades foi que procurassem serviços particulares para a retirada das colmeias.

O preço do serviço varia de R$ 300 a R$ 700, nem sempre ao alcance de muita gente. Segundo a assessoria de comunicação do Centro de Controle de Zoonoses (vinculado à Secretaria Municipal de Saúde - SMS), o órgão não atua nessas ocorrências.

Já a Companhia de Polícia de Proteção Ambiental e o Corpo de Bombeiros deram resposta semelhante. Ambos seguem artigo 8º da Instrução Normativa nº 141 do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que apenas faculta o serviço aos órgãos de segurança pública. A instrução é de 19 de dezembro de 2006, publicada no Diário Oficial da União.

"A Polícia Militar da Bahia, quando não há prejuízo do cumprimento da sua atividade, atende na medida do possível às demandas, em solidariedade à população, devido a existência de lacuna no referido atendimento", informou a assessoria, em nota.

Período favorável

A docente da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) Maria das Graças Vidal atribui os ataques à chegada da primavera. "Este é o período de reprodução da abelha, o que causa aumento da população e maior recorrência da formação de enxames", ressaltou.

Advertiu que não se deve jogar água, pedras nem fazer barulho perto das colmeias. Quando notadas, um serviço especializado deve ser acionado. "A distância mínima a ser mantida por seres humanos é de 200 metros. Para animais de estimação, 500 metros", alertou a especialista.

Fonte: A Tarde.com .

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