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Envenenamento por peixe baiacu em Duque de Caxias (RJ)

Na tarde da quarta-feira (22/10), onze pessoas (sete adultos e quatro crianças) de duas famílias que se reuniram em um almoço de confraternização em Campos Eliseos, distrito de Duque de Caxias (RJ), foram atendidas na rede pública de saúde com sintomas de intoxicação alimentar decorrente da ingestão de baiacu, também conhecido como peixe-balão ou peixe-bola, animal que armazena uma neurotoxina (a tetrodotoxina) capaz de provocar a morte da vítima.
Baiacu (Foto: Correio do Estado)
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, seis adultos foram internados no Hospital Municipal Dr. Moacyr Rodrigues do Carmo, sendo que quatro já receberam alta; três crianças foram internados no Hospital Infantil Ismélia Silveira, tendo uma recebido alta; e duas outras crianças e um adulto, que se encontravam em estado grave, foram transferidos para o Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, onde encontram-se no Centro de Terapia Intensiva – CTI.
Ainda de acordo com a Secretaria de Saúde, técnicos das Vigilâncias Epidemiológica e Sanitária do município foram ao bairro para conversar com os moradores que participavam do encontro familiar. O objetivo foi identificar a presença do pescado no local e também a pessoa que teria doado o peixe para o consumo das famílias. A equipe descobriu que os peixes tinham sido doados por pescadores.
Segundo relato de familiares, a pessoa que preparou o alimento tinha o costume de cozinhá-lo de forma segura e que as pessoas começaram a passar mal logo depois da ingestão.
Os baiacus são peixes venenosos comuns na costa brasileira. São muito fáceis de identificar devido ao comportamento de aumentarem o volume do corpo através da ingestão de ar ou água, artifício utilizado para que os seus predadores não possam engoli-los. A sua carne é bastante apreciada em determinadas regiões do Brasil.
O envenenamento provocado pela ingestão de baiacus é uma das mais graves formas de intoxicação por animais aquáticos e o veneno (a tetrodotoxina), normalmente, está em maior concentração no fígado, baço, vesícula biliar e nas gônadas do animal, podendo provocar a morte em poucos minutos, após o consumo.
 A tetrodotoxina é uma toxina termo-estável, que não sofre ação pelo cozimento, lavagem ou congelamento. A sua concentração é maior em fêmeas em época reprodutiva.

As manifestações clínicas surgem em algumas horas após a ingestão, consistindo em dormência nos lábios e na língua, dormência na face e nas extremidades, tontura, dor de cabeça, diarreia, dor abdominal, fala arrastada, vômito e dificuldade para caminhar, dentre outros sintomas. Com o agravamento das manifestações neurológicas, surgem convulsões, dificuldade em respirar e parada cardiorrespiratória, que pode ocorrer nas primeiras 24 horas. A morte pode ocorrer devido à paralisia muscular, depressão respiratória e falência circulatória.
Fonte: Ciave. Leia mais.

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