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Sala de Convidados do Canal Saúde discute o tema 'Agrotóxicos e Saúde' nesta terça-feira (15/8)

Os agrotóxicos passaram a ser utilizados em larga escala no país a partir da entrada do Brasil na chamada “revolução verde”, com o uso de diversas técnicas para aumentar a produção no campo. No entanto, pesquisas científicas realizadas aqui e no mundo inteiro demonstraram que esses pesticidas representam um perigo para a saúde de quem consome os alimentos nos quais eles são utilizados e também para a saúde de quem trabalha com eles na lavoura. O Dossiê Abrasco – Um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde foi uma das publicações que reuniu evidências dos riscos relacionados ao uso indiscriminado desses produtos e instituições de grande renome ligadas à saúde pública, como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Instituto Nacional de Câncer (Inca) e a própria Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), já divulgaram alertas sobre o perigo dos agrotóxicos, indicando a necessidade de um controle efetivo na utilização dessas substâncias.

O Brasil, entretanto, é recordista mundial na utilização de agrotóxicos e, recentemente, o país vê o risco do controle sobre o uso de pesticidas se tornar ainda mais frouxo. Uma Medida Provisória (MP) que altera as regras para o uso desses defensivos agrícolas e que possibilita o uso de substâncias potencialmente cancerígenas foi desengavetada e pode ser posta em prática.

Segundo a MP, determinadas substâncias, até então proibidas por serem cancerígenas ou poderem causar anormalidades em fetos, poderiam ser autorizadas quando fossem encontradas condições de uso apropriadas para reduzir esses riscos. Além disso, seria suspensa a regra que só libera a aprovação de agrotóxicos que tenham comprovadamente uma ação tóxica menor ou igual aos já autorizados. O Ministério da Agricultura afirma que a ideia é ter um modelo baseado em risco, no qual Anvisa, Ibama e Agricultura estejam os três sempre de acordo. Mas o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) criticou a MP.

De olho nesse embate, o Sala de Convidados vai discutir Agrotóxicos e Saúde, nesta terça-feira (15), às 11h, ao vivo, no Canal Saúde. O programa vai falar sobre as questões científicas e de saúde pública relacionadas ao uso dos pesticidas e debater quem ganha e quem perde com as novas medidas propostas.

Para discutir o assunto, os convidados são o pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz, Luiz Cláudio Meirelles; a pesquisadora do Inca, Marcia Sarpa; e o pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), ligada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Robson Barizon.

Fonte: Agência Fiocruz de Notícias.

O Canal Saúde é um canal de televisão do Sistema Único de Saúde (SUS), criado e gerido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), disponível na multiprogramação da TV Brasil, através do canal 2.4, no Rio de Janeiro e em Brasília e no canal 62.4, em São Paulo, em rede aberta no Sistema Brasileiro de TV Digital. 

O Canal Saúde está no ar diariamente, de 8h a meia-noite, em âmbito nacional, com uma variada programação, que inclui produções próprias e de parceiros. Ele pode ser assistido também por antena parabólica com recepção digital e através da web TV na página do Canal Saúde (acessível por computadores e dispositivos móveis).

O Sala de Convidados é um debate com a participação do espectador através do chat no site do Canal Saúde ou pelo 0800 701 8122, pelo e-mail canal@fiocruz.br ou pela fan page do Canal Saúde (facebook/canalsaudeoficial). Inétido, ao vivo, às terças às 11h. Horários alternativos: Terça - 15h30; Quinta - 11h e 15h30; Sexta - 20h; Sábado - 22h; e Domingo - 22h. Desde 2007

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