Pular para o conteúdo principal

8º Congresso de Toxicologia em Países em Desenvolvimento


8º Congresso de Toxicologia em Países em Desenvolvimento será realizado em Bangkok, Tailândia,  no período de 10 a 23 de setembro deste ano, promovido pela Sociedade Tailandesa de Toxicologia e União Internacional de Toxicologia (IUTOX).

O evento, que terá como tema “compartilhar o conhecimento toxicológico para a vida e meio ambiente saudáveis”, visa oferecer um fórum para a discussão de problemas toxicológicos que enfrentam os países em desenvolvimento e para troca de pontos de vista entre toxicologistas de todo o mundo, especialmente dos países em desenvolvimento e regiões.

De acordo com a programação do Congresso, diversos palestrantes internacionais participarão e, dentre eles, estará o farmacêutico brasileiro, doutor em Bioquímica, Ernani Pinto. Ele abordará o tema “Saxitoxinas em água doce”, no âmbito do simpósio entitulado “Toxinas de origem alimentar em países em desenvolvimento”.

O Dr. Ernani é professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP e possui mais de 60 artigos publicados em periódicos especializados, além de cerca de 100 trabalhos/resumos em congressos nacionais e internacionais. Ernani atua na área de Toxicologia, Metabolômica e Proteômica, com ênfase em análises de toxinas, produtos naturais de algas e cianobactérias e produtos de degradação de medicamentos.

As saxitoxinas são produzidas por dinoflagelados que constituem o fitoplâncton (base da cadeia alimentar existente no meio de vida aquático). Sob condições ambientais favoráveis (como temperatura superior a 5-8ºC, presença de nutrientes e luz, baixa salinidade, etc) pode ocorrer um aumento explosivo da população de dinoflagelados, e que, devido aos pigmentos que possuem, provoca uma coloração avermelhada ou amarelada da água formando as chamadas marés vermelhas.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Intoxicação por pó-de-mico

Continua um mistério a causa do surto que ocorreu no mês de março no município de Apuarema, interior da Bahia. A história teve início no dia 21/03, na Escola Municipal Aurino Nery, quando diversos alunos da oitava série manifestaram sinais de prurido na sala de aula causando uma pequena aglomeração naquele estabelecimento de ensino. Cerca de oito alunos manifestaram esses sinais na sala, saíram para o pavilhão e entraram em contato com turmas vizinhas  que acabaram manifestando os sintomas de prurido e urticária. O evento ocorreu se repetiu alguns dias depois. Ao todo foram mais de 40 crianças acometidas. Algumas apresentaram cefaléia. O colégio foi fechado temporariamente pela secretaria municipal de educação. As aulas foram retomadas no dia primeiro de abril sem indícios de um novo incidente. Suspeita-se que alguém tenha introduzido no local alguma substância. Pensou-se na possibilidade de ter sido “pó-de-mico”. O “pó-de-mico” consiste em tricomas (semelhante a pêlos) que recobrem as…

Ciave alerta para aumento do risco de acidente escorpiônico e fake news

Na Bahia, em 2018, ocorreram 24.714 casos de acidente por animais peçonhentos, de acordo com o Sistema de Informação de Agravos de Notificação – Sinan, com 188 ocorrências em Salvador. Entre eles, o acidente escorpiônico predominou com 18.985 (76,8%), dos quais 47 se deram na capital.
No ano passado, o Centro de Informações Antiveneno – Ciave registrou o atendimento de 2.425 casos de escorpionismo. Já nessa primeira quinzena de janeiro, o Centro registrou 127 casos, 10% a mais que o mesmo período em 2018, com uma média de 9 ocorrências por dia.
Segundo Jucelino Nery, diretor do Ciave e coordenador estadual do Programa de Controle de Acidentes por Animais Peçonhentos, os acidentes escorpiônicos tiveram em 2018 um aumento de 22%, em relação ao ano anterior. Além do clima, o crescimento desordenado das áreas urbanas, a falta de saneamento básico, o desmatamento e o acúmulo de lixo, entulhos e restos de material de construção fazem com que os escorpiões procurem abrigo e alimento (insetos…

Águas vivas começam a aparecer em maior quantidade em Itajaí

Quem aproveitou a manhã de quarta-feira para caminhar pela areia da Praia da Atalaia em Itajaí teve que desviar de águas vivas. Os organismos marinhos surgiram aos montes e deixaram a areia coberta. Apesar de causarem preocupação aos banhistas, as encontradas ali não provocam as populares queimaduras, que na verdade são um tipo de envenenamento. De acordo com o Corpo de Bombeiros a espécie presente na Atalaia é a racostoma atlanticun, que não queima. Isso, porém, não significa que os banhistas devem ter contato com o animal marinho. Isso porque é difícil identificar se uma água viva é nociva ou não. Coordenador de praia da corporação e oceanógrafo, o soldado Daniel Ribeiro explica que só especialistas conseguem identificar quais espécies causam queimaduras e que algumas se assemelham muito as racostoma, mas queimam. Ribeiro explica que o surgimento das águas vivas perto da costa ocorre em função de uma série de fatores naturais. Um deles são as correntes marinhas que transportam os orga…