Pular para o conteúdo principal

Vazamento de ácido intoxica operários em Goiás

Um vazamento de ácido clorídrico decorrente de uma fissura na tubulação em mina da Anglo American – Nióbio, em Catalão, a 270 quilômetros de Goiânia, na região sul de Goiás, causou a intoxicação de 26 funcionários de uma empresa terceirizada na última segunda-feira (22/07).

Na área onde houve o acidente, de acordo com informações da empresa, estão sendo realizadas obras de ampliação para uma nova forma de extração de Nióbio, um mineral usado principalmente em ligas de aço para a produção de tubos condutores de fluidos.

Segundo informações, todas as vítimas foram socorridas inicialmente por equipes médicas e de segurança do trabalho no local e em seguida levadas a hospitais particulares em Catalão.

No Hospital Nasr Faiad (HNF), 12 pessoas foram atendidas. Uma das vítimas continuava hospitalizada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com quadro estável, até ontem. Já no Hospital São Nicolau, outros 13 funcionários foram atendidos. Destes, sete ficaram internados, mas receberam alta no mesmo dia. Segundo o diretor da unidade de saúde, William André Safatle, eles apresentaram quadro de intoxicação. As vítimas deram entrada nas unidades de saúde apresentando falta de ar, coceiras pelo corpo, vômitos e dor de cabeça.

Através de nota à imprensa, a assessoria da empresa garantiu que a equipe de segurança e de saúde da empresa, “composta por médicos, enfermeiros e demais profissionais, está acompanhando de perto a evolução dos quadros clínicos de todos os colaboradores e está dando a assistência adequada a cada um deles. Além disso, a empresa segue investigando as causas do incidente”.

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Catalão (Semac), segundo seu titular, Marcelo Mendonça, está acompanhando todo o trabalho na tentativa de descobrir as causas do acidente na mina da Anglo American.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Intoxicação por pó-de-mico

Continua um mistério a causa do surto que ocorreu no mês de março no município de Apuarema, interior da Bahia. A história teve início no dia 21/03, na Escola Municipal Aurino Nery, quando diversos alunos da oitava série manifestaram sinais de prurido na sala de aula causando uma pequena aglomeração naquele estabelecimento de ensino. Cerca de oito alunos manifestaram esses sinais na sala, saíram para o pavilhão e entraram em contato com turmas vizinhas  que acabaram manifestando os sintomas de prurido e urticária. O evento ocorreu se repetiu alguns dias depois. Ao todo foram mais de 40 crianças acometidas. Algumas apresentaram cefaléia. O colégio foi fechado temporariamente pela secretaria municipal de educação. As aulas foram retomadas no dia primeiro de abril sem indícios de um novo incidente. Suspeita-se que alguém tenha introduzido no local alguma substância. Pensou-se na possibilidade de ter sido “pó-de-mico”. O “pó-de-mico” consiste em tricomas (semelhante a pêlos) que recobrem as…

Ciave alerta para aumento do risco de acidente escorpiônico e fake news

Na Bahia, em 2018, ocorreram 24.714 casos de acidente por animais peçonhentos, de acordo com o Sistema de Informação de Agravos de Notificação – Sinan, com 188 ocorrências em Salvador. Entre eles, o acidente escorpiônico predominou com 18.985 (76,8%), dos quais 47 se deram na capital.
No ano passado, o Centro de Informações Antiveneno – Ciave registrou o atendimento de 2.425 casos de escorpionismo. Já nessa primeira quinzena de janeiro, o Centro registrou 127 casos, 10% a mais que o mesmo período em 2018, com uma média de 9 ocorrências por dia.
Segundo Jucelino Nery, diretor do Ciave e coordenador estadual do Programa de Controle de Acidentes por Animais Peçonhentos, os acidentes escorpiônicos tiveram em 2018 um aumento de 22%, em relação ao ano anterior. Além do clima, o crescimento desordenado das áreas urbanas, a falta de saneamento básico, o desmatamento e o acúmulo de lixo, entulhos e restos de material de construção fazem com que os escorpiões procurem abrigo e alimento (insetos…

Águas vivas começam a aparecer em maior quantidade em Itajaí

Quem aproveitou a manhã de quarta-feira para caminhar pela areia da Praia da Atalaia em Itajaí teve que desviar de águas vivas. Os organismos marinhos surgiram aos montes e deixaram a areia coberta. Apesar de causarem preocupação aos banhistas, as encontradas ali não provocam as populares queimaduras, que na verdade são um tipo de envenenamento. De acordo com o Corpo de Bombeiros a espécie presente na Atalaia é a racostoma atlanticun, que não queima. Isso, porém, não significa que os banhistas devem ter contato com o animal marinho. Isso porque é difícil identificar se uma água viva é nociva ou não. Coordenador de praia da corporação e oceanógrafo, o soldado Daniel Ribeiro explica que só especialistas conseguem identificar quais espécies causam queimaduras e que algumas se assemelham muito as racostoma, mas queimam. Ribeiro explica que o surgimento das águas vivas perto da costa ocorre em função de uma série de fatores naturais. Um deles são as correntes marinhas que transportam os orga…