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Presidente do CRF-MS Fala sobre Medicamentos na Residência


O Portal Educação – portal de ensino a distância – realiza todas as quintas-feiras o “Porta Palestra”, um programa de palestras gratuitas, online, sobre os mais diversos temas. Na última quinta-feira (24/11) a palestra com o tema “MEDICAMENTOS NAS RESIDÊNCIAS – UMA ARMA CONTRA O CIDADÃO E UM RISCO PARA O MEIO AMBIENTE” foi proferida pelo presidente do Conselho Regional de Farmácia do Mato Grosso do Sul - CRF/MS, Dr. Ronaldo Abrão. 
De acordo com a apresentadora, Priscila Trauer, o programa permite as participações durante a exibição e o conteúdo ainda fica disponível no site do Portal para que outras pessoas possam visualizar. 
Durante a palestra, o farmacêutico falou sobre a ação dos medicamentos quando mal utilizados ou descartados de forma errada, relacionando como maior e principal conseqüência a contaminação da água.
Em sua palestra Ronaldo explicou ainda quais são as formas mais comuns de descarte e porque ocorrem as sobras de medicamentos nas residências. “Além de comprarmos medicamentos demais e sem necessidade, ainda é possível encontrar farmácias fazendo a abominável prática da “empurroterapia”. Isso sem falar na Lei do Fracionamento dos medicamentos que ainda não é uma realidade e a automedicação irresponsável que também contribuem para o agravamento do problema”.
De acordo com o presidente do CRF/MS, a presença de resíduos de medicamentos na água que chega aos lares como antiinflamatórios, hormônios e principalmente os antibióticos, tem provocado na população problemas de saúde, agravamento dos problemas já existentes e o mais grave o risco de uma grande epidemia causada pelo aparecimento de infecções por superbactérias sem possibilidade de tratamento pela resistência aos antibióticos existentes. “A incidência de infecções resistentes a drogas atingiu níveis sem precedentes e supera nossa capacidade atual de combatê-las com as drogas existentes, alertam especialistas europeus”.
Ao concluir sua palestra, Abrão cita as formas de contaminação, as conseqüências e as possíveis soluções que vão desde políticas de conscientização da população sobre o uso racional do medicamento até o recolhimento e destinação ambientalmente correta.
Cerca de 250 internautas assistiram a palestra através da internet e ao final participaram esclarecendo suas dúvidas. As participações vieram das mais diversas regiões do País, como Minas Gerais, Bahia e até do Paraná.

Fonte: CRF/MS. Leia mais.


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