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Morte de João Goulart: suspeita de envenenamento


Foto: Instituto João Goulart
A Comissão Nacional da Verdade (CNV) e Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul decidiram pela exumação do corpo do ex-presidente do Brasil  João Goulart, conhecido como Jango, que deverá ser feito sob o acompanhamento de peritos brasileiros, argentinos e uruguaios
Jango foi deposto pelo golpe militar de 64 e morreu durante exílio na Argentina, supostamente vítima de um ataque cardíaco, em 6 de dezembro de 1976. 
A decisão foi tomada em virtude da suspeita de que ele tenha sido envenenado, o que ganhou força depois de um depoimento de um ex-agente secreto uruguaio. De acordo com esse depoimento, uma droga diferente da que o ex-presidente utilizava foi colocada entre os remédios que ele usava por causa dos problemas do coração. Por isso, a família concordou com a exumação.
A exumação ainda tem de ser autorizada oficialmente. Até o fim de maio devem ser definidos os passos da investigação. A CNV pretende concluir os trabalhos em três meses.
A Comissão de Mortos e Desaparecidos já realizou um levantamento para rastrear os laboratórios capazes de fazer a melhor análise toxicológica do material que será colhido do corpo do ex-presidente. Esse resultado não foi informado pela Comissão. A expectativa é de que os componentes químicos utilizados num suposto envenenamento de Jango tenham se depositado nos ossos do ex-presidente, o que seria possível detectar com a tecnologia atual.
Mas, segundo uma fonte da CNV ouvida por O GLOBO, não há garantia de que as condições em que João Goulart tenha sido sepultado viabilizem esse processo. Nesse caso, a análise toxicológica seria inconclusiva. O ex-presidente está sepultado no cemitério municipal de São Borja (RS).
Fonte: Jornal Hoje, Globo e Correio. Leia mais.

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