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Leite adulterado com formol


O Ministério Público (MP) do Rio Grande do Sul e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) realizaram na madrugada da última quarta-feira (08/05) a Operação "Leite Compensado", para desbaratar um esquema de adulteração de leite realizado por empresas de transporte.
Estas transportadoras adulteravam o produto cru entregue para a indústria como o objetivo de aumentar o volume com a adição de água e formol. Era acrescentada também a ureia na tentativa de manter os padrões de identidade do leite, no caso a proteína. As empresas transportaram cerca de 100 milhões de litros de leite cru entre abril de 2012 e maio de 2013.
Como resultado da operação, foram retirados do mercado vários lotes de seis marcas do mercado. e a interdição de três postos de resfriamento e de uma fábrica em Estrela. Sete pessoas ainda estão presas.
As indústrias do leite UHT (conhecido como longa vida) adulterado, apesar de não estarem envolvidas na fraude, serão chamadas pelo MP nos próximos dias para dar explicações sobre os testes feitos nos produtos recebidos.
Em reunião realizada na tarde desta sexta-feira (10/05) entre o promotor de Justiça de Defesa do Consumidor do Rio Grande do Sul, Alcindo Luz Bastos da Silva Filho, e representantes do Mapa, Centro Estadual de Vigilância e Saúde, Vigilância Sanitária Estadual e Coordenadoria de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Cispoa), foi definido o fluxo e cruzamento de informações para a fiscalização da qualidade do leite produzido no Estado. 
Em nota técnica, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informa que o formol (ou formalina), forma líquida do formaldeído resultante da sua mistura à água e álcool, é toxico se ingerido, inalado ou se tiver contato com a pele e é considerado cancerígeno pela Agência Internacional de Pesquisa do Câncer (Iarc) desde junho de 2004. Segundo a Anvisa, mesmo em pequenas concentrações, o formol apresenta risco à saúde, "pois a substância não possui uma dose segura de exposição". 
Ainda segundo a Anvisa, a ureia causa pouca ou nenhuma toxicidade para seres humanos em doses razoáveis.
     Fonte: Terra.

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