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Consumo de Medicamentos Falsificados

Você sabia que os brasileiros são os que mais consomem medicamentos falsos em todo o mundo? A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera como medicamentos falsos aqueles pirateados pirateados, contrabandeados e os que não têm registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Este fato tem preocupado a Anvisa, que pretende alertar a população sobre o risco de consumir produtos falsificados: podem provocar problemas de saúde, agravar sintomas que já existem e até levar à morte.

De acordo com a Anvisa, vinte porcento dos medicamentos vendidos no país são falsos. Por este motivo, os consumidores devem ficar atentos às características da embalagem que certificam que o produto não é falsificado ou irregular.

É importante conhecer os itens de segurança que permitem diferenciar o medicamento verdadeiro do falsificado. Temos na caixa do medicamento, por exemplo, a raspadinha (na lateral da caixa) e o selo ou lacre que torna a embalagem inviolável. No caso da raspadinha, ela possui tinta reativa que não descasca e ao ser friccionada com objeto de metal expõe a palavra “qualidade” e a logomarca da empresa. Outra observação importante é verificar se a embalagem não foi violada e está em boas condições.

“Distinguir um medicamento verdadeiro de um falsificado, embora possa parecer simples, pode confundir o consumidor ao ter de lembrar-se de todos os detalhes que demonstram a originalidade do produto, daí a importância imprescindível de solicitar a presença do farmacêutico na farmácia, que deverá esclarecer com propriedade todas as dúvidas relacionadas ao remédio e sua procedência”, completa a tutora do Portal Educação, Carolina Marlien.

Para identificar um medicamento verdadeiro as pessoas podem observar nas embalagens o nome comercial do medicamento, denominação genérica da substância ativa, nome, endereço e CNPJ do detentor de registro no Brasil, bem como o nome do fabricante e local de fabricação do produto. Outro ponto a ser observado é a data de fabricação e validade. No medicamento deve constar também o número do lote, o telefone do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), cuidados de conservação com indicação da faixa de temperatura e condições de armazenamento e a sigla MS seguida do número de registro no Ministério da Saúde. O registro inicia-se com o número 1 e possui treze dígitos.

Vale a consciência do cidadão em não adquirir medicamentos de ambulantes, em feiras ou pela Internet. O consumo de medicamentos requer cuidado e deve sempre ser comprado em farmácias e drogarias com a orientação do farmacêutico.

No caso de suspeita de produto falso, o consumidor pode fazer denúncia ao Procon do seu município ou procurar a vigilância sanitária (Anvisa), que também avalia a denúncia por e-mail (ouvidoria@anvisa.gov.br), pelo número 0800 642 9782 da Central de Atendimento ou disque Saúde 0800 61 1997.


Fonte: CRF-BA.

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